Porquê votar André Pestana?

No próximo domingo, dia 18 de Janeiro, Portugal vai a votos para eleger o seu próximo Presidente da República. São 11 os candidatos e há opções para todos os gostos. Há desde o militar que apareceu no início da pandemia para “salvar” a nação, até candidatos que propõem “vinho canalizado para todas as casas dos portugueses”, ou ainda aquele que aparece vestido de Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal.

Entre estes candidatos estão os dos partidos com assento parlamentar onde pelo meio está o “sempre candidato” do partido de extrema direita portuguesa. Há ainda um candidato que se destaca: um professor sindicalista e ativista, um dos responsáveis pela grande luta dos professores contra o governo da Geringonça, através do sindicato STOP do qual é dirigente.

Embora apelemos ao voto no André, consideramos que as propostas políticas da sua candidatura são insuficientes e apresentam uma hierarquia equivocada. É verdade que as subvenções aos partidos podem perfeitamente desaparecer, mas não constituem o centro nem a forma de resolver os problemas do país. Os cerca de “20 milhões de euros por ano”, que são sempre destacados no sítio da campanha, não são o mais importante para mudar Portugal.

Para nós uma campanha com o foco no direito à habitação, no controlo do mercado imobiliário e no controlo dos créditos e da banca pelos trabalhadores, por exemplo, é bastante mais central e mereceria mais destaque na abertura do site. Sem atacarmos a finança e a banca, é difícil fazer algo de Portugal. Esta deve estar nas mãos dos trabalhadores e ao serviço destes, para acabar com a especulação e o carrossel das taxas de juros.

Os trabalhadores portugueses precisam ainda de um verdadeiro aumento de salário mínimo que dê para pagar uma renda de casa e que não os empurre para longe do trabalho. Hoje, com tanta tecnologia e facilitação do trabalho (Robots, IA, etc.) os patrões e os seus governos contraditoriamente aumentam a nossa jornada de trabalho e a nossa idade de reforma. Em vez de trabalharmos mais como propõe este governo, devemos exigir as 35h e a reforma aos 60 anos!

Por fim, consideramos que uma campanha que não destaque o papel da União Europeia fica sempre incompleta. Se não denunciarmos a União Europeia e os seus orçamentos ao serviço dos patrões e da guerra, em que o euro desempenha um papel principal, Portugal não irá a lado nenhum. 

Apelamos ao voto dos trabalhadores no André Pestana, pois é votar num trabalhador e não num representante dos patrões e da burguesia! Consideramos que votar no Bloco e no PCP não ajuda a nossa classe. É necessário tirar de uma vez por todas o balanço da participação destes dois partidos no apoio ao governo da geringonça. Pensamos que as eleições devem também permitir construir algo novo: uma alternativa revolucionária que fortaleça as lutas contra o Governo e a extrema-direita.

CORIQI- Equipa Europeia

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